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Uma brasileira conta como se envolveu, sem saber, com o cara mais jovem a entrar na lista dos mais procurados da justiça americana, Jesse James Hollywood.
A história dele inspirou o filme Alpha Dog.


Meu marido é Jesse James Hollywood
A carioca Márcia Reis, de 35 anos, foi vítima de um amor bandido. Encantou-se por um dos dez criminosos mais procurados no mundo todo pensando se tratar apenas de um turista canadense. Viviam felizes havia quase três anos. E agora, quando está grávida dele, seu castelo de areia desmorona: o foragido é preso por agentes do FBI... bem na sua frente.

"Descobri que havia me entregado de corpo e alma a um foragido da Justiça americana da pior forma: no dia em que ele foi preso por agentes do FBI e da Interpol. Foram os instantes mais terríveis da minha vida. No dia anterior, Mike me avisara que uma prima chegaria do exterior para nos visitar. Fiquei superfeliz, porque estávamos juntos havia quase três anos, eu esperava um bebê e ainda não tinha conhecido ninguém de sua família. Então, no dia 8 de março deste ano, nos dirigimos ao Lake's Shopping, no centro de Saquarema, onde funciona a rodoviária local, para aguardar a suposta visita. Foi quando uma agente feminina disfarçada se aproximou de nós - tardiamente Mike descobriu que se tratava de uma armadilha. Na mesma hora, vários policiais se aproximaram, deram a ele voz de prisão e me disseram seu verdadeiro nome, Jesse James Hollywood, ninguém menos que um dos dez criminosos mais procurados no mundo todo. Mike, isto é, Jesse, era acusado de tráfico de drogas e de ser mandante de um homicídio, ambos os crimes cometidos nos Estados Unidos. Em estado de choque, só ouvi o meu amor me falando em português: 'Desculpe, desculpe, não me deixe sozinho'. Quando o vi ser algemado, minhas pernas tremeram, foi como se um filme em flashback passasse pela minha cabeça.

Conheci Mike em 2002, num bar de paquera em Copacabana. Na época, eu estava recém-separada do meu ex-marido, com quem tenho um filho de 12 anos. Chegou sozinho e ficou me olhando sem parar. Embora ele fosse baixo (tem 1,65 metro), seu rosto bonito, com olhos muito azuis e um charmoso buraquinho no queixo, me chamou a atenção. Logo perguntou se poderia se sentar comigo e uma amiga. Num português meio enrolado, contou que era canadense, vivia no Rio havia oito meses e estava à procura de um lugar para morar. Na época, eu tinha alugado um apartamento enorme, de três quartos. Num impulso, disse a ele que poderíamos dividir o espaço e as despesas. Nem pensei direito que acabara de convidar um estranho para morar comigo. No dia seguinte, ele já estava em minha casa e, confesso, dentro do meu coração. Posso dizer que foi amor à primeira vista. Gostei do toque de sua pele e de seus beijos. Quando vi, aquele estrangeiro tomara conta da casa e da minha alma. Muito correto, ele passou a pagar tudo, não deixava que eu arcasse com nenhuma conta ou comida.

Por quase três anos, vivemos como marido e mulher. Minha família sempre foi contra, especialmente por causa da diferença de idade - ele era dez anos mais jovem do que eu. Isso também me assustava, mas estava apaixonada e não me importei com o falatório. No dia-a-dia, Mike se comportava com delicadeza, era carinhoso e atencioso em cada detalhe. Costumávamos ir com freqüência ao cinema e viajávamos bastante para as cidades próximas. O sexo era sempre uma delícia e ele também me enchia de champanhe, flores, presentes. Só passava de príncipe a sapo quando bebia além da conta. Nessas horas, ficava agressivo e ciumento. Reclamava das minhas amigas e dos meus parentes. Uma vez, num ataque de fúria, rasgou as fotos do meu ex-marido e jogou a minha agenda de telefones pela janela. Por causa disso, me separei dele durante exatos 15 dias. Daí, ele se ajoelhou no meio da movimentada avenida Atlântica e, literalmente, implorou para voltarmos. Cedi, pois ainda gostava demais daquele homem. Tentava entender que ele tinha personalidade forte e no fundo era imaturo.

Jamais desconfiei de seu passado como criminoso internacional. Ele andava tranqüilamente pelas ruas, como se não devesse nada a ninguém. Vivia normalmente, não trocava o número do telefone, atendia ao celular e não se recusava a aparecer em fotografias sozinho ou ao meu lado. Cheguei até a ver seu passaporte, que atestava sua nacionalidade canadense. Só depois da prisão de Mike, descobri que o documento era falso. Ele dizia que havia escolhido o Brasil para estudar português e queria aprender novas culturas. Como contava que o pai tinha muito dinheiro, achava normal que todos os meses ele recebesse um depósito em dólares. Com essa ajuda, podíamos viver bem. Sem grandes luxos, mas com conforto.

Às vezes, eu pensava que Mike era metido a valente. Quando não gostava de alguma coisa, logo queria partir para a briga, especialmente se bebia. Mas nem isso me fazia desconfiar de nada. Quando estava nervoso, só falava em inglês, e muitas coisas eu não entendia. O que prevalecia era sua admiração por mim. Mike não cansava de dizer que eu era uma mãe maravilhosa e que pretendia ter um bebê comigo. Costumava conviver bem com meu filho e uma vez comentou que tinha um irmão de quem gostava muito. Também disse que seu pai se chamava Jack. Hoje, sei que o verdadeiro nome dele é John e foi igualmente preso por causa de drogas. O mais curioso é que pareciam ser uma família normal. Trocavam fotos pelo correio e uma vez recebemos até uma Bíblia. Eu não tinha como suspeitar de nada.

Um dia, decidi que seria bom mudarmos para Saquarema, no litoral do Rio. Sempre gostei de cidade pequena e havia tempos sonhava em ir para um lugar mais tranqüilo, sem violência. Mike topou na hora. Como gostava muito de malhar, queria começar a freqüentar aulas de lutas marciais e garantiu que não pretendia deixar o Brasil. Por isso, não me preocupei quando descobri a gravidez. Ficamos os dois superfelizes. Mike até chegou a trabalhar como professor particular de inglês e eu estava decidida a montar uma firma de organização de festas na cidade. Também cogitávamos abrir um canil, pois adorávamos cachorro. Todas as noites, ele passava creme na minha barriga e dizia que nosso bebê, menino ou menina, nasceria muito bonito. Queria que a criança ficasse alta como eu, porque não gostava de ser baixinho. Logo depois da prisão, muita gente perguntou se ele quis me engravidar para evitar uma deportação. Sinceramente, acredito que não. Caso contrário teria procurado uma mulher mais jovem, que pudesse fazer isso rápido. Ele também nunca me pressionou, me deixou à vontade para decidir.

Só sei que por pouco não perdi o meu bebê com o choque que sofri ao descobrir toda a verdade. A agente que se fizera passar pela prima me disse que Jesse era o mais jovem criminoso a fazer parte da lista de procurados pelo FBI. Nunca imaginei que vivera por quase três anos com um bandido cruel. O chão se abriu sob meus pés quando soube que ele era o chefe de uma gangue envolvida com drogas nos EUA, acusado de ser o mandante da morte de um garoto de apenas 15 anos. Fiquei tão chocada, era como se estivesse no meio de um pesadelo sem fim.

A última vez que o encontrei foi na Polícia Federal, no Rio. Infelizmente, não tivemos tempo de conversar. Gostaria de ter ouvido toda a verdade de sua própria boca. Quando nos vimos, por poucos instantes, ele apenas se abaixou, beijou minha barriga e pediu que eu cuidasse bem do filho dele. Chegou a dizer que eu não gastasse dinheiro para arrumar um advogado a fim de defendê-lo. Essa é a última imagem que guardo, pois no dia seguinte, após a prisão, Mike foi deportado para os Estados Unidos. Fiquei revoltada, pois acharia justo ter tempo de receber dele pelo menos uma explicação. Só sei que não senti raiva, ódio, nada disso. Apenas muita pena.

Atualmente, o pai do meu futuro filho está preso na Califórnia, na cidade de Santa Bárbara. Pelo que contaram, ele foi mentor do assassinato do adolescente quando tinha apenas 20 anos. Não estava no local do crime, mas planejara tudo. E a vítima era um garoto inocente, cujo irmão devia dinheiro de drogas para Jesse. A dívida era de 36 mil dólares e envolveria ainda um golpe de seguro de automóveis. Mike, ou melhor, Jesse, já nem sei como chamá-lo, alegou inocência, segundo seu advogado. O curioso é que nunca o vi usar droga alguma, apenas bebida. Agora, está prestes a ser condenado à execução, pois naquele estado americano não há perdão para esse tipo de crime.

Quando penso na possibilidade de vê-lo no corredor da morte, fico apavorada. Sei que provavelmente nunca mais o encontrarei. Mesmo sabendo que fui enganada, acho que condenar alguém a perder a vida é cruel demais, principalmente se tem apenas 25 anos. Acredito que só Deus pode tirar isso de uma pessoa e torço para que ele não receba tal pena. Tenho fé no arrependimento de Mike e penso que ele queria tentar uma vida nova no Brasil. Gostaria muito que meu filho pudesse conhecer o pai um dia.

Quem mais me apoiou nesse momento difícil foi minha mãe. Sem ela, acho que desabaria. Tenho passado a maior parte do tempo no Rio, com meus pais, e sinto que não posso ficar sozinha, principalmente por causa da gravidez. Desde a prisão dele, fechei minha casa em Saquarema. Meu filho não sabe de nada, e nem quero, pois é muito criança ainda. Por sorte, agora mora com o pai, que continua sendo meu amigo. A cada dia descubro uma coisa sobre a verdadeira história do meu amor estrangeiro. Soube, por exemplo, que o nome Jesse James Hollywood foi uma homenagem do pai dele a um famoso bandido de faroeste americano. Achei horrível. Acredito que essa escolha carrega uma carga espiritual forte e negativa. Fiquei sabendo também que foi o próprio pai quem entregou seu paradeiro no Brasil e também quem inventou a história da visita da prima. Isso teria sido parte do acordo que fez com a polícia americana. Parece que John era comparsa do filho e sabia de tudo o que ele tinha aprontado. Agora cumpre pena por envolvimento com tóxicos. Já o irmão de Jesse, jogador de basquete nos EUA, forma a parte boa da família, junto com a mãe.

Claro que sinto falta dele, de dormir junto e ficar abraçadinho. É tudo muito recente e tem sido pra lá de difícil. Meu bebê deve nascer no fim de junho ou no início de julho, mas não tenho dormido ou comido direito desde a prisão de Jesse. Como vou criar uma criança sozinha, sem pai, preciso ficar bem. Sei que tenho direito a algum bem material, mas ele não me deixou dinheiro ou algo de valor. Só sobrou um Fusca em meu nome, que de fato comprei com minhas economias mesmo. Ainda não fiz o exame, mas torço para que meu bebê seja uma menina, pois sei que será linda. Pretendo contar toda a verdade a ela um dia, mas somente quando for capaz de entender a situação.

Hoje me considero uma vítima da paixão. Fico me perguntando por que ele não abriu o jogo comigo, mas na certa sabia que eu o mandaria embora da minha vida. Tento me convencer de que ele sofre, assim como eu. Aliás, percebi que desmoronou duplamente. Uma por ter sido pego pela polícia e outra por eu ter descoberto toda a verdade. Ainda não criei coragem para me desvencilhar de suas coisas. Guardo roupas, perfume, fotos. Dizem que a vida de Jesse vai ser contada num filme que já está sendo rodado nos EUA. O diretor, Nick Cassavetes, entrou em contato com meu advogado porque quer saber sobre a rotina dele nos últimos três anos, comigo. Se eu puder vender a minha história, pretendo fazê-lo. Vai ser duro reviver tudo o que passamos juntos, mas penso na criança, que precisará de cuidados, e não tenho dinheiro. Talvez, futuramente, eu tome a iniciativa de escrever um livro.

Vergonha é outro sentimento que me acompanha atualmente. Tenho medo de que as pessoas pensem: 'Poxa, como essa mulher nunca percebeu nada?' Aprendi uma lição e espero que ela sirva de exemplo para outras mulheres, principalmente as mais velhas que se envolvem com rapazes jovens, como no meu caso. A gente não pode pensar só com o coração, deixar-se levar pela carência. No fundo, pus um completo estranho dentro da minha casa. Acho que o amor cega as pessoas. Tenho certeza de que vai demorar até que eu tenha coragem de me relacionar com outro homem. E, ainda assim, vou querer ver CPF, identidade, certidão de antecedentes criminais e tudo mais a que tiver direito. Uma cena nunca mais se apagará da minha memória: a imagem dele sendo preso em Saquarema, pedindo que eu fosse com ele naquela hora. Ficará dentro de mim até o fim da minha vida."

Pronto. Agora que você leu tudo (ou não), pode falar tudo o que quiser nos comentários...
Inclusive para o povo que teve preguiça de ler tudo saber se vale a pena ou não ler essa coisa xD
.


Fonte: http://nova.abril.com.br/edicoes/380/fechado/amor_sexo/conteudo_87378.shtml


15 pessoas já expressaram suas ideias aqui... Faça-o também. =D

Anônimo disse...

Essa mulher deve esar sofrendo pakas!

Anônimo disse...

Cadê a fonte meu fio !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dani disse...

Nossa que horror. Coitada dessa mulher.Acho que ela devia ir atraz dos direitos da criança afinal ela tem um pai e, mesmo que preso, ela deve ter direito a algo.

Anônimo disse...

makekoisa

Anônimo disse...

Awww que dó,espero que ele esteja vivo...

Anônimo disse...

Nossa realmente essa história da um filme mesmo...

Anônimo disse...

Impressionante, ele provavelmente só estava tentando mudar realmente de vida, por isso foi tão fácil fazer isso com essa mulher ... Agora a criança, é uma pena mesmo... amor bandido

Anônimo disse...

Nossa, vou até ver esse filme,ja o vi na locadora, mas nunca parei pra pega-lo..muito interessante,realmente nao se pode confiar em ninguem..

Anônimo disse...

PODEM ME JULGAR,ME CHAMAR DE QUALQUER COISA MAS ACHO LINDA A HISTORIA A PARTIR DO MOMENTO EM QUE ELE A CONHECE E LOGO DEPOIS VAI MORAR COM ELA NA INTENÇAO APENAS DE MORAR MESMO MAS LOGO COMEÇAM UM NAMORO LINDO QUE RESULTOU EM TRES ANOS DE CONVIVENCIA E AGORA UMA FILHA QUE DEVE SER LINDA COMO O PAI,QUERIA TER CONTATO COM ESSA MULHER PARA SABER MAIS DELE...ENFIM SERA QUE ELE ESTA VIVO?QUEIRA DEUS QUE SIM,ACREDITO QUE DEUS EXISTE E POSSA GUARDAR COISAS BOAS PARA AS PESSOAS BOAS,SEI QUE É IMPOSSIVEL PARA O HOMEM O FATO DE ELE UM DIA PODER ESTAR NAS RUAS NOVAMENTE MAS LEMBRO-ME BEM QUE PARA DEUS "NADA É IMPOSSIVEL"..


ATT


ALYSSON


ralysson.rh@gmail.com

Anônimo disse...

entendo seu sofrimento mulher , mas ele foi um monstro e deve morrer na cadeira eletrica !

Falo mesmo disse...

Ele pegou prisão perpetua!!

Anônimo disse...

O amor não cega as pessoas; simplesmente vê demasiado bem para além das pessoas... e no fim ver para lá do que as pessoas aparentam acaba por se mostrar bastante caro para o entendimento.

100real disse...

O Dia, que Brasileiro deixar de ser "Complacente" com bandidos, assasinos e afins, talvez possamos pensar em ter um país melhor!!!

100real disse...

Outra coisa, uma pena ele não ter pego pena de morte como pegou o assasino "Ryan James Hoyt", teve só uma peninha perpétua! KKKKKKKKKK...

Anderson Moura Ferreira disse...

Coitada dela, mas ele merecia prisão perpétua mesmo.

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